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terça-feira, 4 de abril de 2017

A Dignidade da Mulher - Alice Von Hildebrand

Por Alice von Hildebrand

"Eu sei que meninas gostam de segredos, e eu vou compartilhar um com você. Deus escolheu o seu sexo para você; Ele te fez uma menina. Você sabe que hoje feministas dizem frequentemente às garotas que a Igreja é “preconceituosa” e as tem “discriminado” desde o princípio. A Igreja é acusada de tê-las tratado como “inferior”, menos talentosas, com menos dons, criadas para serem servas dos homens; dizem que Ela negou às mulheres poder na Igreja e que as proibiu de receberem a maior honra, a ordenação sacerdotal e assim vai...

Sem dúvida, você tem ouvido este tipo de coisa, porque a mídia é boa para espalhar este tipo de mensagem negativa. E é por isto, para refutar estas falsas alegações, que eu gostaria de fazer você perceber que a mulher – longe de ser discriminada, ao contrário – teve outorgado por Deus um lugar único no trabalho da redenção. A beleza de sua missão já é aludida no Velho Testamento, porém encontra seu cumprimento somente no Novo, que é a doce Mãe de nosso Salvador; em Maria, a Virgem de Nazaré, que foi escolhida desde toda eternidade para ser a Mãe do Redentor.

Vamos tirar nossa venda dos olhos, e então seremos capazes de ver que a mulher, longe de ser “discriminada”, ao contrário, é de muitos modos privilegiada. E este é o “segredo” que eu desejo compartilhar com você. O corpo de toda menininha nascida neste mundo é misteriosamente selado pelo o que é particularmente chamado “véu da virgindade”. Isto quer dizer que seu corpo é encarregado de levar um “segredo”, e um segredo é sempre velado.

De acordo com o ensinamento Cristão, este véu fecha a entrada para um misterioso jardim, o qual pertence a Deus de um modo especial, e por esta razão não pode ser adentrado exceto com Sua expressa permissão, a permissão que Deus concede aos esposos no Sacramento do Matrimônio. Toda garotinha consciente deste “mistério” sentirá que seu corpo deve ser modestamente vestido, e então seu segredo ficará escondido de olhares lascivos e impudicos.

Garotinhas, claro, crescem. Quão lindo é quando uma noiva pode dizer ao seu marido na sua noite de núpcias, “Eu tenho guardado este jardim virginal para você, e agora, com a permissão de Deus eu estou lhe dando suas chaves, sabendo que você entrará dentro dele com reverência”.

Além disso, quando uma esposa concebe poucas horas depois do seu marido tê-la abraçado, Deus cria a alma da criança em seu corpo, (como você certamente sabe, nem o marido nem a esposa pode produzir a alma humana; apenas Deus pode criá-la). Em outras palavras, há um “contato” pessoal entre Deus e a mulher o que, uma vez mais, dá ao corpo feminino um caráter de sacralidade.

Não se esqueça de que Ele, a Quem o universo inteiro não pode conter, foi “escondido” no ventre da Santa Virgem por nove meses. Uma vez que você percebe isto você ficará maravilhada pelo duplo mistério que Deus confiou a você: conceber um ser humano feito à imagem e semelhança de Deus, e dar à luz a ele em meio à dor e sofrimento. Não se esqueça que foi também em meio à dor e sofrimento que Cristo reabriu para nós os portões do paraíso – o qual foi fechado pelo pecado.

Para a mulher foi concedido o impressionante privilégio de nobre sofrimento para que um novo ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus, pudesse vir ao mundo. Medite sobre isto por um momento e você sentirá uma profunda reverência pelo seu corpo. Ele pertence a Deus, e não é um “brinquedo” que você pode dispor para própria satisfação.

Se você estudar a arte pagã, você vai descobrir que ela presta culto ao órgão reprodutivo masculino, representando-o em várias esculturas e pinturas como um símbolo de força, virilidade, criatividade e poder. Mas desde o primeiro momento em que a Igreja Católica se tornou uma religião reconhecida, ela lutou implacavelmente contra este culto pagão.

Porém a Igreja introduziu uma oração pronunciada milhões de vezes a cada dia na qual o órgão feminino no mesmo nível de excelência, o “ventre”, é mencionado. “Bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus”. Eu estou certa, minha querida jovem amiga, que se você meditar sobre isto, você entenderá que é um privilégio ter nascido mulher, e respeitará o mistério que Deus colocou no corpo feminino.

Graças a Deus que Ele a fez nascer mulher; eu estou certa agora que você entendeu que isso é um grande privilégio.

* Alice von Hildebrand é Filósofa e Teóloga Católica. Suas obras incluem: "The Privilege of Being a Woman (O privilégio de Ser uma Mulher -2002) e "The Soul of a Lion: The Life of Dietrich von Hildebrand" (A Alma de um Leão: A Vida de Dietrich von Hildebrand - 2000 - biografia de seu falecido marido).

2 comentários:

  1. Que bom que está postando mais novamente.
    Que texto lindo. Amei muitíssimo.
    Abraços

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  2. Bom dia! Um dos textos mais lindos sobre a mulher que eu já vi. Como católica, já havia sentido o quanto a mulher foi honrada por Deus e pela Igreja.

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