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domingo, 29 de outubro de 2017

Cristo, Rei da mulher

       No princípio do século V, Roma viveu tristes e enlutados dias; as ondas devastadoras das invasões bárbaras, às ordens de Alarico, invadiram e arruinaram a cidade eterna, outrora tão rica e opulenta. A aristocracia pagã romana censurava amargamente os cristãos: Vós sois a causa de todos estes males.
     «Nós? - gritou Santo Agostinho, no seu livro De Civitate Dei. - Nós? Por termos derrubado os vossos ídolos? - Pelo contrário, vieram todas estas calamidades, porque ainda acreditais neles. Por isso nos assola a desgraça».
     Também se desmorona hoje o mundo atual. E será porque somos cristãos? Ao contrário; porque não o somos, porque não seguimos deveras a Cristo. A humanidade. a sociedade, a família moderna, adoram ainda muitos ídolos. A idolatria continua à nossa volta; temos máximas pagãs. temos um conceito da vida completamente pagão, idolatramos os prazeres, como se fôssemos pagãos; por isso o mundo cambaleia. Vimos já nos capítulos anteriores para onde caminha a humanidade se se separa de Cristo. Chegamos agora·a um novo tema. cuja importância é indiscutível. Trataremos da questão da mulher, sob este título: - Cristo - Rei da mulher.
      A "questão feminina" é, sem dúvida alguma, um dos problemas mais discutidos do nosso tempo: fala da mulher o médico, o político, o sociólogo, o teatro, a literatura; também o sacerdote há-de falar.
    Examinemos qual é o conceito de Jesus Cristo e da sua Igreja a respeito da mulher. Quero esclarecer dois pontos: A que altura elevou Cristo a mulher? Que seria da mulher sem Cristo?

    Quereis saber o que a mulher deve a Cristo? Considerai qual a sua sorte, a sua posição antes que o Verbo se fizesse carne. Que degradação humilhante era a sua, mesmo no meio da civilidade sociedade grega.
    É um facto histórico que a maior parte da população helénica se compunha de escravos. Como aos escravos se proibia em geral o matrimônio, consequentemente a maioria das donzelas gregas não se podia casar.
    Se não se podiam casar, estavam expostas à mais profunda degradação moral. E. se uma escrava chegava a casar-se, o seu matrimônio podia dissolver-se, ao capricho do seu senhor.
    Não era melhor a condição da mulher nas altas classes da sociedade. O jovem grego recebia toda a cultura espiritual do seu tempo, ao passo que as donzelas não aprendiam mais que a cantar e a dançar.
    Em consequência desta enorme diferença espiritual, entre o homem e a mulher não podia existir uma perfeita compenetração e união, aquela harmonia completa, sem a qual é impossível uma feliz convivência conjugal. Pior ainda, se temos em conta que não era o jovem que escolhia a esposa, mas esta era-lhe imposta por seu pai.
     E qual era a situação da mulher casada? Tinha aposentos à parte em casa, e não podia abandoná-los, a não ser para os exercícios religiosos; havia guardas especiais que vigiavam para que a mulher nunca saísse de casa. Se o marido quisesse, podia repudiá-la, divorciar-se. A mulher não podia realizar contratos de negócios, não podia comprar, nem fazer testamento. Se enviuvava, seu filho mais velho ficava seu tutor...
     Encontrava ao menos alegria nos seus filhos? Nem isso. O pai tinha o direito, cinco dias depois do nascimento do filho, de decidir se o devia aceitar ou expô-lo e deixá-lo morrer à fome, abandonado. E quando o filho nascia defeituoso, enfermiço, ou era uma menina, então não refletia muito: mais custa hoje à dona de casa escolher entre os gatinhos da ninhada qual deva conservar. Parece espantoso, mas era verdade. A mulher grega não tinha honra, nem liberdade, nem amor, nem direito algum. Não censuramos o povo grego, que chegou ao mais alto grau de civilização, de estar tão afastado da humanidade e grandeza moral, mas deploramos a fraqueza humana que, sem Cristo a iluminar com a sua luz divina os seus caminhos, avança às apalpadelas no meio da escuridão.
    E se era tão deplorável a sorte da mulher no seio do povo mais culto da antiguidade, que seria entre as nações bárbaras? Os homens compravam a esposa e vendiam suas filhas aos pretendentes. E por isso a poligamia estava na ordem do dia, e todo o peso do trabalho caía sobre ela.
    Escura, muito escura era a noite da vida da mulher, antes de Cristo. Mas esta noite escura vê-se de repente iluminada pela luz ténue da estrela de Belém. Chega Cristo "Regozijai-vos todos os oprimidos, todos os pecadores, os pobres, as crianças, as mulheres .. regozijai-vos!"
    Que deve a mulher a Cristo?
    Em primeiro lugar, que o homem se tenha dignado falar-lhe como a uma pessoa de igual categoria. Sim: e não estranheis esta afirmação. Aos escribas e doutores judeus era-lhes proibido falar com uma mulher, ainda que fosse a sua própria irmã. Nosso Senhor Jesus Cristo aboliu esta lei humilhante. Que nos diz a Sagrada Escritura quando nos conta a cena da Samaritana? Quando os discípulos voltam da cidade encontram o Senhor a falar com a Samaritana junto ao poço de Jacob: e a Sagrada Escritura faz notar: que seus discípulos estranharam que falasse com aquela mulher.»  Mas o Senhor não se preocupou com isso, e foi este o primeiro passo decisivo a favor do respeito pela mulher e da sua emancipação.
    Existem, além disso, numerosas parábolas do Senhor em que lembra tantas vezes os pesares, os sofrimentos, os trabalhos da mulher. Sócrates, o grande filósofo, quando começava a falar de filosofia, mandava sair da sala as mulheres, para que não perturbassem a sabedoria dos homens: Cristo, pelo contrário, a luz do mundo, saudava com benevolência as mulheres do seu auditório, as mães, ensinando que elas também têm uma alma imortal, igual à dos homens. Realmente Cristo é o Rei das mulheres.
    Será necessário recordar outros atos de Cristo? Descrever mais uma vez o coração cheio de amor de Cristo? Contemplemo-lo quando ressuscita o filho único da viúva de Naim! Que compaixão e ternura ele sente por aquela mãe debulhada em lágrimas! Contemplemo-lo quando, sob o fogo dos olhares escandalizados dos fariseus, fala com amor a Madalena arrependida, de rosto ruborizado pela vergonha; como Ele deve ter sentido compaixão e amor por esta pecadora arrependida!
    Escutemos como confunde a soberba dos fariseus quando levam a seus pés uma mulher adúltera, para que seja apedrejada. Com que amor, cheio de perdão, lhe fala! Contemplemo-lo nos últimos passos da sua vida mortal, coberto de sangue, sob o peso da cruz, quando Ele mais necessitava de conforto, esquecendo-se de si, para consolar as mulheres que choram. Será preciso insistir mais no que deve a mulher a Cristo, que confiou o anúncio jubiloso da sua ressurreição às mulheres que foram visitar o seu túmulo?
    Se Cristo respeitou a mulher, também a respeitou a Santa Igreja, o Cristo místico que continua vivendo entre nós. São inumeráveis as bênçãos que brotaram desta atitude da Igreja para com a mulher!
    Nos primeiros séculos do cristianismo, aproveitou os serviços das mulheres para cuidar dos doentes e praticar toda a sorte de caridade; mais ainda, na Idade Média franqueia-lhes a entrada nas academias.
    Portanto, a educação espiritual e instrução e elevação da mulher não é uma conquista dos novos tempos "de luz", mas da Idade Média católica, chamada ironicamente "escura. Temos dados para prová-lo. Sabemos que quando Rousseau escrevia a d'Aiembert que a mulher não pode ter talento nem queda para a arte: quando Kant apregoava que à mulher lhe bastava saber que no mundo existem outros universos e outras belezas, além delas, já então, e muito antes, no século XII, a Igreja fundara cátedras de professoras nas universidades de Salemo, de Bolonha e de Pádua.
    Jesus Cristo foi o primeiro que mostrou a formosura da alma feminina, e, graças a Ele, a mulher tomou-se o que hoje é na atualidade: companheira do homem, de categoria igual à dele.
    Só quem vive uma vida sinceramente cristã, pode escrever o que escreveu o conde ESTEVÃO SZTCHENYJ  "às mulheres de alma mais bela da nossa época : «Muita coisa bela e nobre que há na humanidade é obra do vosso sexo. Vós levais em vossos braços o viveiro da vida e o educais para que seja bom cidadão. Em vosso nobre olhar bebe o homem ânimo e valentia... Vós sois os anjos custódios da virtude e da nacionalidade... »

    Mas ao chegar a este ponto do nosso raciocínio, ocorre-me uma pergunta importante:
    Vive na consciência do homem moderno e principalmente na consciência da própria mulher, este altíssimo conceito a seu respeito? Com pesar temos de constatar que o sublime conceito cristão, muitas vezes por culpa das próprias mulheres, vai perdendo cada vez mais o seu significado, e transforma-se dia a dia numa frase vazia de sentido.
    Um filósofo disse um dia, que uma frase grandiloquente é como uma avelã oca; quer dizer, uma casca sem grão, um ninho sem passarinhos, uma casa sem habitantes.
     Com pesar temos de reconhecer que o ideal da mulher também corre o perigo de não ser mais que uma destas frases ocas e vazias. No mundo cristão, a mulher significava uma coisa sublime; hoje, começa a perder o seu antigo significado.
     Hoje, considera-se a mulher sob três aspectos: um, profundamente degradante, outro, superficial e um terceiro, sério e cristão.
     O primeiro - o mais humilhante - é o conceito, que ainda hoje persiste, do antigo mundo pagão. Só quero citar um exemplo.
     O Xá da Pérsia, antes da guerra de 1914, ia com frequência: a Karlsbad. Disfrutava com entusiasmo das delícias daquela magnífica estação balneária e não via nada de extraordinário no fato de que, quando depois de sua chegada, as suas numerosas mulheres fossem transportadas do comboio ao hotel, em carros fechados, e ali ficassem encerradas, durante toda a sua permanência em Karlsbad: e, ao partir para a sua pátria, eram de novo levadas em carro fechado para a estação. Uma vida pior que a de podengos!
     Ao que chega uma mulher sem Cristo! E este conceito degradante da mulher, não é exclusivo, infelizmente, do Xá da Pérsia!
     E. qual é o conceito que muitos europeus fazem da mulher? Não julgam eles que é matéria apta para encher o harém? Uma boneca deliciosa, um brinquedo caro? E mesmo muitas raparigas não pensam de outra maneira; as pobrezinhas desde a infância foram educadas neste sentido.
     Receava-se que um arzinho as magoasse, poupavam-lhes qualquer esforço, qualquer sacrifício.  Pobre pequena! assim as desculpavam quando lhes era difícil aprender uma lição ou quando tinham que levantar-se de manhã cedo para ir à missa. E elas persuadiam-se de que uma rapariga veio ao mundo só para comer, dormir, vestir-se e visitar as amigas, e ainda para saber sustentar uma conversa algo animada. Pobre rapariga!
    Depois casam. Casam, mas não ousam gravar o seu monograma na baixela de prata, porque sabe Deus se dentro em pouco não o teriam de tirar. Quando ouvi isto pela primeira vez, fiquei espantado; então hoje realizam-se casamentos com a precaução de não bordar o monograma na roupa branca, porque se duvida se a fidelidade eterna, não chegue até à primeira barrela?!
     Pobre, pobre mulher moderna! Casa-se.... e fica o que era, uma graciosa bonequinha, uma linda planta decorativa ... Que não serve para nada. Amável quando se cumprem todos os seus desejos; mas torna-se caprichosa, chora e soluça, se o marido lhe nega o que solicita. Assim se chegou a moldar esse tipo de mulher digno de compaixão, que não tem outro afã, outro pensamento, senão o vestir-se ; um vestido curto, uns brincos vistosos, uns sapatos de pele de lagarto, uns chapéus de pele de bezerro, manicura apurada, costureira, teatro, cinema ... e nada mais.
    Eu mesmo ouvi a seguinte frase dos lábios de uma destas mulheres modernas : Ah! meu Deus, contanto que me concedais que eu me possa levantar uma só vez antes das onze!»
    Este é o segundo tipo da mulher dos nossos dias. Pobre, pobre mulher moderna!
    Nem o conceito de elemento de harém, nem o de planta decorativa, explicam retamente a missão da mulher.
    Qual é o critério do Cristianismo nesta questão?
    Examinemos mais profundamente a questão, e examinemos o que nos diz o Antigo Testamento acerca do homem e da mulher.
    Depois da queda de nossos primeiros pais, o Senhor disse:  Porque ouviste a voz de tua mulher, e comeste o fruto da árvore ele que te proibi comer, maldita seja a terra por tua causa. Pelo trabalho custoso grangearás dela o alimento em toda a tua vida. Espinhos e abrolhos ela produzirá... Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra donde sais-te.... porque és pó e em pó te hás-de tomar.
     Eis a missão do homem, segundo o mandato divino. Nós, os homens, temos de cavar a terra, trabalho demasiado duro para as mulheres.
     Nós extraímos do fundo das minas o ferro e o carvão; de nós depende o comércio e a indústria; nós semeamos e colhemos as sementeiras: tiramos a pedra da pedreira, e construímos as casas ; descobrimos no meio de mil perigos os novos mundos, lançamos pontes sobre caudalosos rios, perfuramos os rochedos abrindo túneis, para o comboio, e cavamos a terra para fazer as canalizações. Conforme a vontade divina, o homem é o obreiro do mundo.
     E a mulher?
     Escutemos a palavra do Senhor:
     "Não é bom que o homem fique só; façamos-lhe uma companheira semelhante a ele.»  E Deus criou a primeira mulher. Para ela? Não, para o homem!
     E depois da queda, disse-lhe o SENHOR : Multiplicarei os teus trabalhos nas tuas concepções: com dores, darás à luz os teus filhos e ficarás sob o poder do marido e ele mandará em ti.»
     Que conceitos havemos, pois, de fazer da mulher? Temos de o perguntar Àquele que a criou. Sim: mas a situação social moderna, levou a mulher a tomar parte na vida pública. Precisa de trabalhar no campo, na fábrica. tem de ganhar o pão...
     Assim é, infelizmente: mas a vida moderna não pode impor-se às ordens de Deus, e ninguém pode mudar o fim fixado pelo Criador à mulher. E qual é esse fim? Façamos-lhe uma auxiliar, semelhante a ele». Portanto a mulher é a auxiliar do homem! Foi-o, e é necessário que o seja de novo. E em que é que o há-de ajudar? Em ser mãe, educadora de seus filhos, em cuidar da casa... em atender aos doentes. As mulheres não podem, em geral, passar da mediania nas ciências e nas artes. A pena e a espada pertencem aos homens: para a mulher, o berço e os cuidados da casa. Se qualquer das partes se imiscui no trabalho do outro, falseia a Natureza:. (SZTCHENYJ).
     Emancipação da mulher? Igualdade da mulher?
     Sim, diante de Deus, a mulher e o homem são completamente iguais; têm a mesma alma, o mesmo fim etemo, recebem os mesmos sacramentos, possuem a mesma dignidade humana.
     Oh! que ingenuidade dirá alguém. - Hoje não se fala disso» .
     Não? Então de que se fala? Da igualdade social, isto é, de similar o homem em tudo. Se ele tem a chave da porta também eu a devo ter: se ele fuma, também eu posso fumar; se ele frequenta o café, também eu o posso frequentar; se ele guia o automóvel, também eu o posso guiar ; se ele corta o cabelo, também eu o posso cortar...
    Não, não; não é esta a igualdade que Deus quis. - Não?Como o sabe? - Sei-o, porque Deus é o Deus da ordem; e não haverá ordem, enquanto não mandar um só. Portanto, a mulher - não por mérito próprio, mas por vontade de Deus - é a auxiliar do homem, e, como tal, é a segunda, na ordem social.
     É o que nos ensina o Antigo Testamento.
     E que nos diz o Novo Testamento?
     Em primeiro lugar, ensina que a mulher tem a mesma dignidade humana que o homem. "Todos os que estais batizados em Cristo estais revestidos de Cristo. E nele não há distinção de judeu, nem de grego; nem de escravo, nem de livre; nem de homem nem de mulher. Porque todos vós sois uma coisa em Jesus Cristo"
     O mesmo São Paulo sublinha noutra passagem a primazia do homem: Cristo é a cabeça de todo o homem, como o homem é a cabeça da mulher.»
      "Não consinto que a mulher faça de doutora na Igreja, nem que tenha autoridade sobre o marido, mas guarde silêncio, já que Adão foi formado primeiro e depois Eva... "
     E para melhor nos convencermos disso, contemplemos a Sagrada Família em Nazaré. Humanamente falando. quem havia de ser ali o primeiro? Cristo, depois a Santíssima Virgem, e em último lugar S. José. E contudo vemos que o primeiro era São José, depois Nossa Senhora, e por fim, nosso Senhor Jesus Cristo. Exemplo sublime para uma família hem ordenada!
    Poderia ser-se mais claro? O homem é a cabeça e não é a cabeça que dirige? A mulher é ... a auxiliar. Assim está. escrito. E qualquer tentativa que pretenda trocar em autoridade governativa, a auxiliar- ainda que se chame emancipação da mulher - é uma revolução, uma greve, uma rebelião contra o Deus criador.
     De maneira que a mulher no campo político não realiza o puro e autêntico ideal cristão. A mulher nas reuniões públicas, na oficina, na fábrica, nas manifestações arruaceiras... não realiza o ideal cristão. Não há nada firme, fora do lugar assinalado por Deus; e toma-se débil se sai da órbita prefixada. Que o homem esteja na vida pública, esse é o seu campo de luta. Que a mulher esteja no lar, essa é a sua missão. Quem inverter esta ordem. adultera não só o pensamento do Criador, como abala também os fundamentos da vida social!

    Mais duas palavras e termino este capítulo.
    Não há muito, um jornal francês publicou uma carta interessante. Propôs a solução da seguinte pergunta: Porque há mais homens do que mulheres na cadeia? Sabeis quem ganhou o prêmio? Quem enviou esta resposta brilhante: "Há mais homens que mulheres na cadeia, porque há mais mulheres do que homens nas igrejas..." Resposta magnífica e justa! E se continuássemos a perguntar: Porque há mais mulheres que homens nas igrejas? Talvez se pudesse responder desta maneira: Porque a mulher sente instintivamente o muito que deve a Cristo.
     Cristo elevou a mulher da sua posição humilhante; seria um louco suicídio, se a mulher abandonasse a religiosidade - a quem tudo deve. Sem Cristo. a mulher não é mais que um ser de segunda ordem. Sem Cristo, a mulher é ainda hoje uma escrava humilhada. Sem Cristo a mulher é uma criatura submetida por completo aos caprichos do homem. Mulheres, reparai bem: para todos é uma infelicidade perder a fé; mas para ninguém o é tanto, como para a mulher. Se a irreligiosidade se vinga em alguém, em primeiro lugar, vinga-se na mulher. A Cristo deve ela a sua dignidade, o seu valor, o ser considerada com direito à dignidade humana.
     Pobres mulheres, que formais a vossa mentalidade pelas ideias dos filósofos em voga, pelas páginas das novelas frívolas, pelos teatros imorais ... pensai o que seria de vós, se essas teorias chegassem a triunfar! Que seria de vós, se triunfasse a igualdade completa de direitos, se triunfasse o casamento a prazo, se triunfasse a dissolubilidade do matrimônio!
     Examinai um pouco o mundo atual e vereis o que é a mulher que não tem fé, que não tem religião, que não tem como Rei a Cristo. A mulher que não tem como Rei a Cristo, tem por tirano a moda, a secla, a pintura, o bar, a vida frívola. a desonra, a ruína. Pobre da mulher que não tem mais que dinheiro e beleza A mulher que não crê em Deus, é capaz de cometer qualquer maldade. (SZÉCHENYI).
     Pelo contrário, tive ocasião de observar, numa viagem, até onde chega a mulher frágil, débil, com o auxílio da graça de Jesus Cristo. Foi em Lisieux. Em Paris, como é natural, deve-se visitar o templo dos Inválidos, o túmulo de Napoleão, o imperador mais poderoso do mundo durante algum tempo... Turistas curiosos vão e vêm com o chapéu na cabeça, Baedecker na mão, se são estrangeiros ; falam à vontade; param um instante diante do túmulo de Napoleão e prosseguem o seu caminho. Tornam o elétrico e ao cabo de uma hora encontram-se em Versalhes, no palácio de Luís XIV, o Rei-Sol... Ai é aqui o dormitório do Rei-Sol. Que magnífico! .. E o turista continua o seu caminho. Torna o comboio e ao cabo de duas horas, chega a Lisieux e vai visitar o túmulo de Santa Teresinha do Menino Jesus. Está cheio de flores; não vemos o Baedecker nas mãos de ninguém, mas livros de orações; não há conversas. mas sim uma oração fervorosa; não vemos chapéus na cabeça, mas sim profundo recolhimento ... Que enorme diferença. desde o ponto de vista meramente humano! NAPOLEÃ1 O R SANTA TERESA DO MENINO JESUS! LUIZ XIV e SANTA TERESA DO MENINO JESUSUma grandeza que humilhava o mundo, e uma vida desconhecida humilde! Sim ... aqueles eram grandes sem Deus, e Teresinha foi grande com Deus!
     E como diz o poeta alemão:
     Sem Deus - pobre e nu;
     Longe de Deus - sem âncora;
     Em Deus -rico e grande;
     Não, não, Senhor Ohne Gott - ann und bloss! Sem Deus a alma é pobre e nua; não quero sê-lo. Ausser Gott -ankerloss! Sem Deus és uma navezinha açoitada pela tempestade, sem âncora; não, não quero sê-lo! In Gott - reich und gross! Quero ser rico com Deus, grande em Deus, quero agarrar-me a Deus, quero viver e morrer com Ele!
     Isto é o que eu preciso!
     Isto é o que eu quero!
     Isto é o que eu farei!


Jesus Cristo Rei - Mons.. Tihamer Toth

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Homens, sejam reflexos de São Jerônimo e não Santa Teresinha!


Dentro do ramo tradicional há muita cobrança (justa) quanto à modéstia e feminilidade da mulher, porém tem faltado a cobrança quanto ao pudor e virilidade do homem. 

Que a inversão de valores e a igualdade de gênero são doutrinas satânicas feitas para perverter a juventude, é algo tão claro como água, porém, que não convém a um homem deixar o cabelo crescer ou fazer as unhas, parece não ser algo tão claro assim.


Uma mulher que busca a feminilidade para ser semelhante à Virgem Maria não se casaria com um homem que parece uma Santa Teresinha!



Ela normalmente procura um São José, que chegue em casa após um dia de serviço com as mãos calejadas, tome um café forte ou conhaque amargo, que tome um banho rápido, ligue uma música clássica, e após falar com autoridade com os filhos vá convocá-los para rezar o santo Rosário antes de dormir.



Ela não procuraria uma Santa Teresinha, que chegue em casa após um dia de trabalho, vá tomar um leite quente, tomar um banho com condicionador, secar os cabelos com o secador de cabelo (para não ser importunado com uma dor de cabeça), ligue uma música clássica, converse com os filhos como se fosse um amigo e vá convidar eles para rezar um terço.

Para ser um homem católico hoje é necessário uma força de vontade heroica.
Se o mundo é perverso para as mulheres, quanto mais aos homens, que são tão mais seduzíveis aos apetites da carne. Quantas vezes é necessário uma heroicidade ao virar os olhos na rua, para não fitar uma figura desonesta, ou ter de se privar de uma televisão em casa, zelando pela alma dos filhos, ou suportar o mau-humor do chefe no serviço, e ao chegar em casa ainda ter que encontrar com uma esposa chorosa, porque o chuveiro quebrou e a ela é impossível resolver tal problema.



As mulheres nasceram da costela do homem, ao lado, porque têm necessidade de proteção.



Em um relacionamento preparatório para o casamento, o combate maior sempre é do homem. Em uma guerra, quem vai para a batalha é o homem. Em um navio afundando, a última opção de salvamento é o homem.



O homem deve saber que para proteger a sua mulher, deve ser semelhante a um São Jerônimo, amansar os leões, não como Santa Teresinha, que uma de suas penitências era dormir sem travesseiro.
Santa Teresinha é o exemplo da via "fácil" para chegar até Deus.



São Jerônimo é a via da austeridade.



As mulheres devem seguir a via "fácil", os homens devem seguir a via austera.



Deus disse a Adão que sua vida seria austera, que o chão seria duro.



Ora, as filhas da Virgem Maria, quando vão procurar um homem para casar, procuram ver os calos das mãos! 



Que decepção seria ao invés de calos, encontrar uma mão macia, que usa um creme corporal, mais sapatos do que uma donzela no guarda-roupa, mais perfumes que uma dama, e mais cuidado com a aparência que um artista!



Uma mulher busca casar-se com um homem, com o seu oposto, não com um semelhante mal-acabado.
Afinal, não serão os perfumes ou os cremes corporais que sustentarão a casa, serão os calos nas mãos.

Donzela, ouso ainda dizer, casa-se com um homem com calos nas mãos e nos joelhos, poderá ter quase certeza de sua felicidade.
Benditos calos nas mãos e nos joelhos de um homem católico!
Nas mãos de tanto trabalhar pelo bem corporal na família, nos joelhos de tanto rezar pelo bem espiritual da família.

Autora anônima

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

São João Maria Vianney: Sermão sobre a Pureza

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mat. 5, 8).


"Nós lemos no Evangelho, que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa, aprender dEle o que era preciso fazer para ter a vida eterna, senta-se e, abrindo a boca, lhes diz: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, só estas palavras não seriam acaso suficientes para nos fazer compreender quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele, e quanto ele nos é necessária? Pois, segundo Jesus Cristo, sem ela, nós não o veremos jamais! “Bem-aventurados, nos diz Jesus Cristo, os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”. Pode-se acaso esperar maior recompensa que a que Jesus Cristo liga a esta bela e amável virtude, a saber, a posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade?… São Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escrevendo aos Coríntios, lhes diz: “Glorificai a Deus, pois vós o levais em vossos corpos; e sede fiéis em conservá-los em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que vossos membros são membros de Jesus Cristo, e que vossos corações são templos do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação, e tudo aquilo que pode desonrar vossos corpo e vosso coração aos olhos de Deus, que a pureza mesma”. (I Cor, 6, 15-20) Oh! Meus irmãos, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus. Ele faz tanto caso dela que não cessa de a louvar naqueles que são tão felizes de a conservar. Também, esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja, e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos. Nós, meus irmãos, que no Santo Batismo fomos rociados com o Sangue adorável de Jesus Cristo, a pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantas virgens de um e outro sexo; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes de sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo… Mas, ai! Meus irmãos, neste infeliz século de corrupção em que vivemos, não se conhece mais esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos!… Sim, meus irmãos, a pureza é uma virtude que nos é necessária a todos, pois que, sem ela, ninguém verá o Bom Deus. Eu queria fazer-vos conceber desta virtude uma ideia digna de Deus, e vos mostrar, 1º. quanto ela nos torna agradáveis a Seus olhos, dando um novo grau de santidade a todas as nossas ações, e 2º. o que nós devemos fazer para conservá-la".

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Outubro: Mês do Rosário, conheça sua História



Na antiguidade, romanos e gregos possuíam o costume de coroar suas estátuas com rosas ou outras flores, simbolizando a homenagem e reverência que a elas prestavam. Adotando para si esse costume, as mulheres cristãs que eram levadas para o martírio, vestiam suas roupas mais belas e adornavam suas frontes com coroas de rosas, mostrando o enorme contentamento que possuíam de irem ao encontro do Senhor. À noite os cristãos recolhiam as flores, e por cada rosa recitavam uma oração ou um salmo pelas mártires.

Daí nasceu o costume recomendado pela Igreja de se rezar o rosário, que consistia em recitar os 150 salmos de David, que eram considerados uma oração extremamente agradável a Deus. Entretanto, nem todos podiam seguir essa recomendação: saber ler naquela época era reservado apenas aos cultos e letrados. Para os que não podiam fazê-lo, a Igreja permitiu substituir os 150 salmos por 150 Ave-Marias. A este “rosário” se passou a chamar “o saltério da Virgem”.

Pouco antes de findar o século XII, Domingo de Gusmão afligia-se com a situação de decadência de sua época, a gravidade dos pecados e o crescimento da heresia dos cátaros. Um dia, decidiu ir rezar num bosque, e pedindo fervorosamente que Deus interviesse na situação da Cristandade, começou a flagelar-se com dureza tão grande, que acabou por cair desmaiado. Apenas tendo recobrado os sentidos, a Virgem Santíssima lhe apareceu e disse-lhe: a melhor arma para combater a heresia e conseguir a conversão dos hereges não era a flagelação, mas sim a recitação de seu saltério.

Dirigindo-se imediatamente à Catedral de Toulouse, São Domingos de Gusmão mandou tocar os sinos e reuniu o povo. Quando ia começar a falar, uma violenta tempestade se desencadeou com raios e trovões. Porém, verdadeiro susto tiveram os presentes quando viram a imagem da Mãe de Deus erguer o braço direito e ameaçá-los com olhar terrível. Nesse momento, São Domingos começou a rezar o Rosário, e com ele todo o povo reunido na catedral. À medida que rezavam a tempestade amainava, até que cessou completamente.

Noutra ocasião, São Domingos iria fazer um sermão em Notre Dame de Paris na festa de São João Batista. Preparara primorosamente sua homilia, mas antes de fazê-lo rezou fervorosamente o Rosário, e eis que a Virgem Santíssima lhe apareceu e disse: “seu sermão está bom, mas este que lhe dou está melhor!”, e deu-lhe um que tratava da devoção ao seu Santo Rosário, e o quanto ela agradava a Deus e à Virgem.

Por muito tempo a população passou a rezar com devoção o Rosário. Porém, passados uns 100 anos da morte desse grande santo, o Rosário começou a ser esquecido. Em 1349 houve uma terrível epidemia na Espanha que devastou o país, à qual deram-lhe o título de “morte negra”. Foi nessa ocasião que Nossa Senhora teve a condescendência de aparecer, juntamente com seu Divino Filho e São Domingos, ao frei Alano de la Roche, então superior dos dominicanos na mesma província onde nasceu a devoção ao Santo Rosário. Nessa aparição a Virgem Maria pedia que frei Alano fizesse reviver a devoção ao seu Saltério.

Sem demora o padre Alano, junto com os outros freis dominicanos, começou a trabalhar na difusão dessa poderosa devoção, que tanto agrada à Santíssima Virgem. Foi com ele que o Rosário tomou a forma que tem até hoje, dividido em dezenas e contemplando os mistérios da vida de Jesus e Maria. A partir de então essa devoção se estendeu por toda a Igreja

Quando se instituiu a festa do Santo Rosário?


Mar de Lepanto! Uma imensa batalha entre católicos e turcos se desenrola. O entrechoque das embarcações recorda a conflagração final, quando a abóboda celeste enrolar-se-a qual pergaminho. Era o dia 7 de outubro de 1571. Se os católicos perdessem a batalha a Cristandade seria submergida pelos turbantes de Maomé. A religião católica teria desaparecido para sempre.

A léguas de distância, em Roma, São Pio V implorava o auxílio divino, por intercessão da Mãe da Igreja. Inspirado, o santo Papa pede ao povo romano que reze o Rosário pela vitória de seus irmãos.

Em determinado momento, enquanto despachava assuntos urgentes, mas com sua atenção toda colocada no perigo que corria a Cristandade, aquele venerável ancião interrompe os trabalhos bruscamente e se dirige à janela. Os circunstantes ficam perplexos, não compreendem a atitude. Reina o silêncio por breve espaço de tempo, rompido pela afirmação ainda mais misteriosa do Pontífice: vencemos em Lepanto!

Manda reunir os fiéis e preparar a comemoração pela milagrosa vitória de Dom João D’Áustria, comandante da frota. Uma solene procissão tem lugar nas ruas da Cidade Eterna. Dias mais tarde, chegam os emissários da esquadra trazendo a notícia já antes anunciada pelos Anjos. Pouco depois estava instituída a festa de Nossa Senhora das Vitórias no dia 7 de outubro.

Um ano mais tarde, Gregório XIII mudou o nome para festa de Nossa Senhora do Rosário, e determinou que fosse celebrada no primeiro domingo de outubro (dia em que se venceu a batalha em Lepanto). Atualmente a festa é celebrada no dia 7 de outubro.

Fonte do texto no link

sábado, 30 de setembro de 2017

Palavras da gloriosa Virgem à sua filha sobre a forma de vestir

Palavras da gloriosa Virgem à sua filha, sobre a forma de vestir e o tipo de roupas e enfeites com os quais a filha deve adornar-se e vesti-se.


"Eu sou Maria, que deu à luz o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sou a Rainha dos anjos. Meu Filho te ama com todo o coração. Ama-O! Deves adornar-te com roupas muito honestas e eu te mostrarei como e que tipo de roupas devem ser. Como antes, tinhas uma anágua, uma túnica, sapatos, uma capa e um broche sobre seu peito, agora hás de cobrir-te com roupas espirituais. A anágua é a contrição. Como a anágua se veste junto ao corpo, assim a contrição e a conversão são o primeiro passo de volta a Deus. Através delas, a mente, que em um momento encontrou gozo no pecado, se purifica e a carne impura se mantém sob controle.

Os dois sapatos são duas disposições, na verdade a intenção de retificar as transgressões passadas e a intenção de fazer o bem e manter-se longe do mal. Tua túnica é a esperança em Deus. Como a túnica tem duas mangas, há de haver justiça e misericórdia em tua esperança. Desta forma esperarás na misericórdia de Deus porque não esquecerás sua justiça. Pensa em sua justiça e em seu juízo, de forma que não esqueças sua misericórdia, porque Ele não usa a justiça sem misericórdia nem a misericórdia sem justiça. A capa é a fé. Do mesmo modo que a capa cobre tudo e tudo está contido nela, a natureza humana pode igualmente abarcar tudo e conseguir tudo mediante a fé.

Esta capa deve ser enfeitada com as insígnias do amor de teu Esposo, ou seja, da forma como te criou, da forma que te alimentou, te atraiu para seu Espírito e abriu teus olhos espirituais. O broche é a consideração de sua paixão. Fixa firmemente em teu peito o pensamento de como Ele foi fraudado e mortificado, como se manteve vivo na cruz, ensanguentado e perfurado em todas as suas fibras, como em sua morte seu corpo inteiro se convulsionou pela dor aguda da paixão, como entregou seu Espírito nas mãos do Pai. Que este broche permaneça sempre em teu peito! Sobre tua cabeça, coloque-se uma coroa, ou seja, a castidade em teus afetos, que prefiras resistir aos açoites antes de tornar a manchar-te. Sê modesta e digna. Não penses nem desejes nada mais que o teu Criador. Quando tens a Ele, tens tudo. Adornada desta forma, deves esperar o teu Esposo".

Revelações de Nossa Senhora a Santa Brigida
Livro 1 - Capítulo 7

domingo, 24 de setembro de 2017

O que aconteceu com a página CaiaFarsa do Facebook?

Convidamos nossos seguidores e ler este artigo sobre a página "CaiaFarsa" do Facebook. Eu sou dona desse blog Flores da Modéstia e também era a dona da página CaiaFarsa, que agora está em novo endereço no facebook. O esclarecimento encontra-se no artigo abaixo, acesse:


Salve Maria.

domingo, 17 de setembro de 2017

Pérola das Virtudes - Pe. Adolfo de Doss

Casimiro, rei eleito da Hungria, filho de Casimiro III da Polônia, assinalou-se desde a mais tenra idade pela sua pureza de costumes e pela vida sumamente austera.

Nada o aborrecia tanto como a pompa e a moleza de costumes da corte. Por isso trajava sempre com a maior singeleza, dormia freqüentemente sobre a terra nua e passava uma parte da noite em oração, até mesmo diante das portas das igrejas, em adoração ao Santíssimo Sacramento.

Maria Santíssima consagrava a ternura de um filho. Conhecido é o hino em honra da Mãe de Deus, cuja autoria se lhe atribui: "Cantai e anunciai cada dia os louvores da Rainha do Céu". Mandou colocar no seu túmulo, sobre o seu coração, uma cópia deste hino.

Casimiro vivia na mais austera continência. Como um dia lhe fizessem propostas sobre esta matéria, e se aventurassem a dar-lhe conselhos, retorquiu com a maior decisão: "Antes morrer que macular-me".

Morreu santamente aos vinte e cinco anos. Seu corpo foi encontrado completamente incorrupto, cento e vinte e cinco anos depois. Até os vestidos estavam plenamente intactos, apesar da umidade que favoreceria a decomposição.

Pe. Adolfo de Doss, S.J., "A Pérola das Virtudes"

sábado, 3 de junho de 2017

Quereis ver o que sois, oh Cristãos? - Santo Afonso de Ligório

Um momento depois da morte


Considera, ó homem, que foste formado de terra, e à terra hás-de voltar. Dia virá em que hás-de morrer, ser lançado numa sepultura, entregue à corrupção e aos vermes, que te cobrirão, tornando-se o teu único vestido, conforme a expressão de Isaías (14,11):Operimentum tuum erunt vermes. Tal é a sorte reservada a todo e qualquer homem, quer nobre, quer plebeu, príncipe ou vassalo. Saída do corpo com o último sopro, a alma irá para a sua eternidade e o corpo se mudará em pó: Auferes spiritum eorum et deficient, et in pulverem suum revertentur (Ps. 103,29), <hás-de tirar-lhes o espírito que os anima; deixarão de viver e voltarão a ser pó.>

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Maquiagem, esmaltes, salto alto - Um esclarecimento da dona do Site Flores da Modéstia.

Gostaria de agradecer algumas críticas zombeteiras e destrutivas que tenho recebido. O blog estava um pouco parado, porque estava um pouco atarefada com a minha livraria (São João Bosco) e as coisas da minha casa que sobra pouco tempo para escrever artigos. Mas devido algumas polêmicas que apareceram por aí, resolvi fazer este artigo de esclarecimento, e graças a vocês (que adoram zombar e ridicularizar o próximo) eu voltei a postar no blog e prometo ser mais presente por aqui.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Métodos Naturais não podem ser usados com mentalidade contraceptiva

Indicamos muito esse belo artigo do Padre Daniel Pinheiro sobre métodos naturais e a moral católica. Copiamos um breve trecho abaixo, mas faço questão de colocar o link para o artigo completo: 


"(...) O que falar do chamado método natural? O método natural é aquele em que o casal realiza naturalmente o ato conjugal, mas o faz somente nos dias inférteis da mulher. Antes de tudo, é preciso dizer que é perfeitamente lícito o ato conjugal quando a infertilidade é natural, decorrente, por exemplo, do ciclo da mulher ou da idade ou de um problema da natureza. Assim, no período infértil, o ato é lícito, pois nesse caso a infertilidade não decorre da vontade dos cônjuges, mas da própria natureza. Todavia, uma pergunta deve ser feita: é lícito o casal simplesmente reduzir o ato conjugal apenas ao período infértil sem motivo ou sem motivo grave, quer dizer, é lícito o casal praticar os métodos naturais sem motivo sério, grave? A resposta é não. Os métodos naturais só podem ser praticados quando há motivo grave. O Papa Pio XII diz o seguinte: “o contrato matrimonial, que concede aos esposos o direito de satisfazerem a inclinação da natureza, os estabelece em um estado de vida, o estado conjugal. Ora, aos esposos que fazem uso deste estado conjugal, praticando o ato específico do seu dele, a natureza e o Criador impõem a função de prover à conservação do gênero humano. Essa é a prestação característica que faz o valor próprio do estado deles, o bem dos filhos (a procriação). Na ordem estabelecida por Deus, o indivíduo e a sociedade, o povo e o Estado, a própria Igreja, dependem, para a sua existência, do matrimônio fecundo. Em consequência, abraçar o estado de matrimônio, usar constantemente da faculdade que lhe é própria e que só é lícita nos limites do matrimônio, e, por outro lado, se subtrair sempre e deliberadamente, sem grave motivo, ao seu dever principal, seria um pecado contra o próprio sentido da vida conjugal.” Continua o Papa: “Pode-se ser dispensado dessa prestação positiva obrigatória (da fecundidade), mesmo por longo tempo, até mesmo pela duração inteira do matrimônio, por motivos sérios, como os que não são raros de achar no que chamamos de “indicação” médica, eugênica, econômica e social. No entanto, se, de acordo com um juízo razoável e justo, não há semelhantes razões graves, quer pessoais, quer decorrentes das circunstâncias exteriores, a vontade dos esposos de evitar habitualmente a fecundidade da união, embora continuando a satisfazerem plenamente a sua sensualidade, só pode provir de uma falsa apreciação da vida, e de motivos estranhos às regras da são moral.” Está claro pelas palavras do Santo Padre e pela doutrina constante da Igreja que os métodos naturais só podem ser usados com motivo grave. Muitos dizem que a Igreja recomenda os métodos naturais e quase transformam os métodos naturais em oitavo sacramento da Igreja, como se fossem o ideal da vida matrimonial. A Igreja em hipótese alguma recomenda os métodos naturais. Ela permite os métodos naturais quando há motivo sério, grave, o que é bem diferente de recomendar. O ideal da vida matrimonial é fazer o uso normal do matrimônio nos dias fecundos e infecundos. Os métodos naturais não podem, então, ser usados por razões de contracepção ou por uma mentalidade contraceptiva, quer dizer, para evitar os filhos a todo custo ou para reduzir o número de filhos a um número que seja agradável para o casal. Isso vai contra o dever de estado daqueles que estão unidos em matrimônio.
"Eu quero que todos vocês meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e sem respeito humano uma santa batalha contra a moda indecente. Deus estará com vocês e irá salvá-los." São Pe. Pio de Pietrelcina

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