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domingo, 29 de outubro de 2017

Cristo, Rei da mulher

       No princípio do século V, Roma viveu tristes e enlutados dias; as ondas devastadoras das invasões bárbaras, às ordens de Alarico, invadiram e arruinaram a cidade eterna, outrora tão rica e opulenta. A aristocracia pagã romana censurava amargamente os cristãos: Vós sois a causa de todos estes males.
     «Nós? - gritou Santo Agostinho, no seu livro De Civitate Dei. - Nós? Por termos derrubado os vossos ídolos? - Pelo contrário, vieram todas estas calamidades, porque ainda acreditais neles. Por isso nos assola a desgraça».
     Também se desmorona hoje o mundo atual. E será porque somos cristãos? Ao contrário; porque não o somos, porque não seguimos deveras a Cristo. A humanidade. a sociedade, a família moderna, adoram ainda muitos ídolos. A idolatria continua à nossa volta; temos máximas pagãs. temos um conceito da vida completamente pagão, idolatramos os prazeres, como se fôssemos pagãos; por isso o mundo cambaleia. Vimos já nos capítulos anteriores para onde caminha a humanidade se se separa de Cristo. Chegamos agora·a um novo tema. cuja importância é indiscutível. Trataremos da questão da mulher, sob este título: - Cristo - Rei da mulher.

      A "questão feminina" é, sem dúvida alguma, um dos problemas mais discutidos do nosso tempo: fala da mulher o médico, o político, o sociólogo, o teatro, a literatura; também o sacerdote há-de falar.
    Examinemos qual é o conceito de Jesus Cristo e da sua Igreja a respeito da mulher. Quero esclarecer dois pontos: A que altura elevou Cristo a mulher? Que seria da mulher sem Cristo?

    Quereis saber o que a mulher deve a Cristo? Considerai qual a sua sorte, a sua posição antes que o Verbo se fizesse carne. Que degradação humilhante era a sua, mesmo no meio da civilidade sociedade grega.
    É um facto histórico que a maior parte da população helénica se compunha de escravos. Como aos escravos se proibia em geral o matrimônio, consequentemente a maioria das donzelas gregas não se podia casar.
    Se não se podiam casar, estavam expostas à mais profunda degradação moral. E. se uma escrava chegava a casar-se, o seu matrimônio podia dissolver-se, ao capricho do seu senhor.
    Não era melhor a condição da mulher nas altas classes da sociedade. O jovem grego recebia toda a cultura espiritual do seu tempo, ao passo que as donzelas não aprendiam mais que a cantar e a dançar.
    Em consequência desta enorme diferença espiritual, entre o homem e a mulher não podia existir uma perfeita compenetração e união, aquela harmonia completa, sem a qual é impossível uma feliz convivência conjugal. Pior ainda, se temos em conta que não era o jovem que escolhia a esposa, mas esta era-lhe imposta por seu pai.
     E qual era a situação da mulher casada? Tinha aposentos à parte em casa, e não podia abandoná-los, a não ser para os exercícios religiosos; havia guardas especiais que vigiavam para que a mulher nunca saísse de casa. Se o marido quisesse, podia repudiá-la, divorciar-se. A mulher não podia realizar contratos de negócios, não podia comprar, nem fazer testamento. Se enviuvava, seu filho mais velho ficava seu tutor...
     Encontrava ao menos alegria nos seus filhos? Nem isso. O pai tinha o direito, cinco dias depois do nascimento do filho, de decidir se o devia aceitar ou expô-lo e deixá-lo morrer à fome, abandonado. E quando o filho nascia defeituoso, enfermiço, ou era uma menina, então não refletia muito: mais custa hoje à dona de casa escolher entre os gatinhos da ninhada qual deva conservar. Parece espantoso, mas era verdade. A mulher grega não tinha honra, nem liberdade, nem amor, nem direito algum. Não censuramos o povo grego, que chegou ao mais alto grau de civilização, de estar tão afastado da humanidade e grandeza moral, mas deploramos a fraqueza humana que, sem Cristo a iluminar com a sua luz divina os seus caminhos, avança às apalpadelas no meio da escuridão.
    E se era tão deplorável a sorte da mulher no seio do povo mais culto da antiguidade, que seria entre as nações bárbaras? Os homens compravam a esposa e vendiam suas filhas aos pretendentes. E por isso a poligamia estava na ordem do dia, e todo o peso do trabalho caía sobre ela.
    Escura, muito escura era a noite da vida da mulher, antes de Cristo. Mas esta noite escura vê-se de repente iluminada pela luz ténue da estrela de Belém. Chega Cristo "Regozijai-vos todos os oprimidos, todos os pecadores, os pobres, as crianças, as mulheres .. regozijai-vos!"
    Que deve a mulher a Cristo?
    Em primeiro lugar, que o homem se tenha dignado falar-lhe como a uma pessoa de igual categoria. Sim: e não estranheis esta afirmação. Aos escribas e doutores judeus era-lhes proibido falar com uma mulher, ainda que fosse a sua própria irmã. Nosso Senhor Jesus Cristo aboliu esta lei humilhante. Que nos diz a Sagrada Escritura quando nos conta a cena da Samaritana? Quando os discípulos voltam da cidade encontram o Senhor a falar com a Samaritana junto ao poço de Jacob: e a Sagrada Escritura faz notar: que seus discípulos estranharam que falasse com aquela mulher.»  Mas o Senhor não se preocupou com isso, e foi este o primeiro passo decisivo a favor do respeito pela mulher e da sua emancipação.
    Existem, além disso, numerosas parábolas do Senhor em que lembra tantas vezes os pesares, os sofrimentos, os trabalhos da mulher. Sócrates, o grande filósofo, quando começava a falar de filosofia, mandava sair da sala as mulheres, para que não perturbassem a sabedoria dos homens: Cristo, pelo contrário, a luz do mundo, saudava com benevolência as mulheres do seu auditório, as mães, ensinando que elas também têm uma alma imortal, igual à dos homens. Realmente Cristo é o Rei das mulheres.
    Será necessário recordar outros atos de Cristo? Descrever mais uma vez o coração cheio de amor de Cristo? Contemplemo-lo quando ressuscita o filho único da viúva de Naim! Que compaixão e ternura ele sente por aquela mãe debulhada em lágrimas! Contemplemo-lo quando, sob o fogo dos olhares escandalizados dos fariseus, fala com amor a Madalena arrependida, de rosto ruborizado pela vergonha; como Ele deve ter sentido compaixão e amor por esta pecadora arrependida!
    Escutemos como confunde a soberba dos fariseus quando levam a seus pés uma mulher adúltera, para que seja apedrejada. Com que amor, cheio de perdão, lhe fala! Contemplemo-lo nos últimos passos da sua vida mortal, coberto de sangue, sob o peso da cruz, quando Ele mais necessitava de conforto, esquecendo-se de si, para consolar as mulheres que choram. Será preciso insistir mais no que deve a mulher a Cristo, que confiou o anúncio jubiloso da sua ressurreição às mulheres que foram visitar o seu túmulo?
    Se Cristo respeitou a mulher, também a respeitou a Santa Igreja, o Cristo místico que continua vivendo entre nós. São inumeráveis as bênçãos que brotaram desta atitude da Igreja para com a mulher!
    Nos primeiros séculos do cristianismo, aproveitou os serviços das mulheres para cuidar dos doentes e praticar toda a sorte de caridade; mais ainda, na Idade Média franqueia-lhes a entrada nas academias.
    Portanto, a educação espiritual e instrução e elevação da mulher não é uma conquista dos novos tempos "de luz", mas da Idade Média católica, chamada ironicamente "escura. Temos dados para prová-lo. Sabemos que quando Rousseau escrevia a d'Aiembert que a mulher não pode ter talento nem queda para a arte: quando Kant apregoava que à mulher lhe bastava saber que no mundo existem outros universos e outras belezas, além delas, já então, e muito antes, no século XII, a Igreja fundara cátedras de professoras nas universidades de Salemo, de Bolonha e de Pádua.
    Jesus Cristo foi o primeiro que mostrou a formosura da alma feminina, e, graças a Ele, a mulher tomou-se o que hoje é na atualidade: companheira do homem, de categoria igual à dele.
    Só quem vive uma vida sinceramente cristã, pode escrever o que escreveu o conde ESTEVÃO SZTCHENYJ  "às mulheres de alma mais bela da nossa época : «Muita coisa bela e nobre que há na humanidade é obra do vosso sexo. Vós levais em vossos braços o viveiro da vida e o educais para que seja bom cidadão. Em vosso nobre olhar bebe o homem ânimo e valentia... Vós sois os anjos custódios da virtude e da nacionalidade... »

    Mas ao chegar a este ponto do nosso raciocínio, ocorre-me uma pergunta importante:
    Vive na consciência do homem moderno e principalmente na consciência da própria mulher, este altíssimo conceito a seu respeito? Com pesar temos de constatar que o sublime conceito cristão, muitas vezes por culpa das próprias mulheres, vai perdendo cada vez mais o seu significado, e transforma-se dia a dia numa frase vazia de sentido.
    Um filósofo disse um dia, que uma frase grandiloquente é como uma avelã oca; quer dizer, uma casca sem grão, um ninho sem passarinhos, uma casa sem habitantes.
     Com pesar temos de reconhecer que o ideal da mulher também corre o perigo de não ser mais que uma destas frases ocas e vazias. No mundo cristão, a mulher significava uma coisa sublime; hoje, começa a perder o seu antigo significado.
     Hoje, considera-se a mulher sob três aspectos: um, profundamente degradante, outro, superficial e um terceiro, sério e cristão.
     O primeiro - o mais humilhante - é o conceito, que ainda hoje persiste, do antigo mundo pagão. Só quero citar um exemplo.
     O Xá da Pérsia, antes da guerra de 1914, ia com frequência: a Karlsbad. Disfrutava com entusiasmo das delícias daquela magnífica estação balneária e não via nada de extraordinário no fato de que, quando depois de sua chegada, as suas numerosas mulheres fossem transportadas do comboio ao hotel, em carros fechados, e ali ficassem encerradas, durante toda a sua permanência em Karlsbad: e, ao partir para a sua pátria, eram de novo levadas em carro fechado para a estação. Uma vida pior que a de podengos!
     Ao que chega uma mulher sem Cristo! E este conceito degradante da mulher, não é exclusivo, infelizmente, do Xá da Pérsia!
     E. qual é o conceito que muitos europeus fazem da mulher? Não julgam eles que é matéria apta para encher o harém? Uma boneca deliciosa, um brinquedo caro? E mesmo muitas raparigas não pensam de outra maneira; as pobrezinhas desde a infância foram educadas neste sentido.
     Receava-se que um arzinho as magoasse, poupavam-lhes qualquer esforço, qualquer sacrifício.  Pobre pequena! assim as desculpavam quando lhes era difícil aprender uma lição ou quando tinham que levantar-se de manhã cedo para ir à missa. E elas persuadiam-se de que uma rapariga veio ao mundo só para comer, dormir, vestir-se e visitar as amigas, e ainda para saber sustentar uma conversa algo animada. Pobre rapariga!
    Depois casam. Casam, mas não ousam gravar o seu monograma na baixela de prata, porque sabe Deus se dentro em pouco não o teriam de tirar. Quando ouvi isto pela primeira vez, fiquei espantado; então hoje realizam-se casamentos com a precaução de não bordar o monograma na roupa branca, porque se duvida se a fidelidade eterna, não chegue até à primeira barrela?!
     Pobre, pobre mulher moderna! Casa-se.... e fica o que era, uma graciosa bonequinha, uma linda planta decorativa ... Que não serve para nada. Amável quando se cumprem todos os seus desejos; mas torna-se caprichosa, chora e soluça, se o marido lhe nega o que solicita. Assim se chegou a moldar esse tipo de mulher digno de compaixão, que não tem outro afã, outro pensamento, senão o vestir-se ; um vestido curto, uns brincos vistosos, uns sapatos de pele de lagarto, uns chapéus de pele de bezerro, manicura apurada, costureira, teatro, cinema ... e nada mais.
    Eu mesmo ouvi a seguinte frase dos lábios de uma destas mulheres modernas : Ah! meu Deus, contanto que me concedais que eu me possa levantar uma só vez antes das onze!»
    Este é o segundo tipo da mulher dos nossos dias. Pobre, pobre mulher moderna!
    Nem o conceito de elemento de harém, nem o de planta decorativa, explicam retamente a missão da mulher.
    Qual é o critério do Cristianismo nesta questão?
    Examinemos mais profundamente a questão, e examinemos o que nos diz o Antigo Testamento acerca do homem e da mulher.
    Depois da queda de nossos primeiros pais, o Senhor disse:  Porque ouviste a voz de tua mulher, e comeste o fruto da árvore ele que te proibi comer, maldita seja a terra por tua causa. Pelo trabalho custoso grangearás dela o alimento em toda a tua vida. Espinhos e abrolhos ela produzirá... Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra donde sais-te.... porque és pó e em pó te hás-de tomar.
     Eis a missão do homem, segundo o mandato divino. Nós, os homens, temos de cavar a terra, trabalho demasiado duro para as mulheres.
     Nós extraímos do fundo das minas o ferro e o carvão; de nós depende o comércio e a indústria; nós semeamos e colhemos as sementeiras: tiramos a pedra da pedreira, e construímos as casas ; descobrimos no meio de mil perigos os novos mundos, lançamos pontes sobre caudalosos rios, perfuramos os rochedos abrindo túneis, para o comboio, e cavamos a terra para fazer as canalizações. Conforme a vontade divina, o homem é o obreiro do mundo.
     E a mulher?
     Escutemos a palavra do Senhor:
     "Não é bom que o homem fique só; façamos-lhe uma companheira semelhante a ele.»  E Deus criou a primeira mulher. Para ela? Não, para o homem!
     E depois da queda, disse-lhe o SENHOR : Multiplicarei os teus trabalhos nas tuas concepções: com dores, darás à luz os teus filhos e ficarás sob o poder do marido e ele mandará em ti.»
     Que conceitos havemos, pois, de fazer da mulher? Temos de o perguntar Àquele que a criou. Sim: mas a situação social moderna, levou a mulher a tomar parte na vida pública. Precisa de trabalhar no campo, na fábrica. tem de ganhar o pão...
     Assim é, infelizmente: mas a vida moderna não pode impor-se às ordens de Deus, e ninguém pode mudar o fim fixado pelo Criador à mulher. E qual é esse fim? Façamos-lhe uma auxiliar, semelhante a ele». Portanto a mulher é a auxiliar do homem! Foi-o, e é necessário que o seja de novo. E em que é que o há-de ajudar? Em ser mãe, educadora de seus filhos, em cuidar da casa... em atender aos doentes. As mulheres não podem, em geral, passar da mediania nas ciências e nas artes. A pena e a espada pertencem aos homens: para a mulher, o berço e os cuidados da casa. Se qualquer das partes se imiscui no trabalho do outro, falseia a Natureza:. (SZTCHENYJ).
     Emancipação da mulher? Igualdade da mulher?
     Sim, diante de Deus, a mulher e o homem são completamente iguais; têm a mesma alma, o mesmo fim etemo, recebem os mesmos sacramentos, possuem a mesma dignidade humana.
     Oh! que ingenuidade dirá alguém. - Hoje não se fala disso» .
     Não? Então de que se fala? Da igualdade social, isto é, de similar o homem em tudo. Se ele tem a chave da porta também eu a devo ter: se ele fuma, também eu posso fumar; se ele frequenta o café, também eu o posso frequentar; se ele guia o automóvel, também eu o posso guiar ; se ele corta o cabelo, também eu o posso cortar...
    Não, não; não é esta a igualdade que Deus quis. - Não?Como o sabe? - Sei-o, porque Deus é o Deus da ordem; e não haverá ordem, enquanto não mandar um só. Portanto, a mulher - não por mérito próprio, mas por vontade de Deus - é a auxiliar do homem, e, como tal, é a segunda, na ordem social.
     É o que nos ensina o Antigo Testamento.
     E que nos diz o Novo Testamento?
     Em primeiro lugar, ensina que a mulher tem a mesma dignidade humana que o homem. "Todos os que estais batizados em Cristo estais revestidos de Cristo. E nele não há distinção de judeu, nem de grego; nem de escravo, nem de livre; nem de homem nem de mulher. Porque todos vós sois uma coisa em Jesus Cristo"
     O mesmo São Paulo sublinha noutra passagem a primazia do homem: Cristo é a cabeça de todo o homem, como o homem é a cabeça da mulher.»
      "Não consinto que a mulher faça de doutora na Igreja, nem que tenha autoridade sobre o marido, mas guarde silêncio, já que Adão foi formado primeiro e depois Eva... "
     E para melhor nos convencermos disso, contemplemos a Sagrada Família em Nazaré. Humanamente falando. quem havia de ser ali o primeiro? Cristo, depois a Santíssima Virgem, e em último lugar S. José. E contudo vemos que o primeiro era São José, depois Nossa Senhora, e por fim, nosso Senhor Jesus Cristo. Exemplo sublime para uma família hem ordenada!
    Poderia ser-se mais claro? O homem é a cabeça e não é a cabeça que dirige? A mulher é ... a auxiliar. Assim está. escrito. E qualquer tentativa que pretenda trocar em autoridade governativa, a auxiliar- ainda que se chame emancipação da mulher - é uma revolução, uma greve, uma rebelião contra o Deus criador.
     De maneira que a mulher no campo político não realiza o puro e autêntico ideal cristão. A mulher nas reuniões públicas, na oficina, na fábrica, nas manifestações arruaceiras... não realiza o ideal cristão. Não há nada firme, fora do lugar assinalado por Deus; e toma-se débil se sai da órbita prefixada. Que o homem esteja na vida pública, esse é o seu campo de luta. Que a mulher esteja no lar, essa é a sua missão. Quem inverter esta ordem. adultera não só o pensamento do Criador, como abala também os fundamentos da vida social!

    Mais duas palavras e termino este capítulo.
    Não há muito, um jornal francês publicou uma carta interessante. Propôs a solução da seguinte pergunta: Porque há mais homens do que mulheres na cadeia? Sabeis quem ganhou o prêmio? Quem enviou esta resposta brilhante: "Há mais homens que mulheres na cadeia, porque há mais mulheres do que homens nas igrejas..." Resposta magnífica e justa! E se continuássemos a perguntar: Porque há mais mulheres que homens nas igrejas? Talvez se pudesse responder desta maneira: Porque a mulher sente instintivamente o muito que deve a Cristo.
     Cristo elevou a mulher da sua posição humilhante; seria um louco suicídio, se a mulher abandonasse a religiosidade - a quem tudo deve. Sem Cristo. a mulher não é mais que um ser de segunda ordem. Sem Cristo, a mulher é ainda hoje uma escrava humilhada. Sem Cristo a mulher é uma criatura submetida por completo aos caprichos do homem. Mulheres, reparai bem: para todos é uma infelicidade perder a fé; mas para ninguém o é tanto, como para a mulher. Se a irreligiosidade se vinga em alguém, em primeiro lugar, vinga-se na mulher. A Cristo deve ela a sua dignidade, o seu valor, o ser considerada com direito à dignidade humana.
     Pobres mulheres, que formais a vossa mentalidade pelas ideias dos filósofos em voga, pelas páginas das novelas frívolas, pelos teatros imorais ... pensai o que seria de vós, se essas teorias chegassem a triunfar! Que seria de vós, se triunfasse a igualdade completa de direitos, se triunfasse o casamento a prazo, se triunfasse a dissolubilidade do matrimônio!
     Examinai um pouco o mundo atual e vereis o que é a mulher que não tem fé, que não tem religião, que não tem como Rei a Cristo. A mulher que não tem como Rei a Cristo, tem por tirano a moda, a secla, a pintura, o bar, a vida frívola. a desonra, a ruína. Pobre da mulher que não tem mais que dinheiro e beleza A mulher que não crê em Deus, é capaz de cometer qualquer maldade. (SZÉCHENYI).
     Pelo contrário, tive ocasião de observar, numa viagem, até onde chega a mulher frágil, débil, com o auxílio da graça de Jesus Cristo. Foi em Lisieux. Em Paris, como é natural, deve-se visitar o templo dos Inválidos, o túmulo de Napoleão, o imperador mais poderoso do mundo durante algum tempo... Turistas curiosos vão e vêm com o chapéu na cabeça, Baedecker na mão, se são estrangeiros ; falam à vontade; param um instante diante do túmulo de Napoleão e prosseguem o seu caminho. Tornam o elétrico e ao cabo de uma hora encontram-se em Versalhes, no palácio de Luís XIV, o Rei-Sol... Ai é aqui o dormitório do Rei-Sol. Que magnífico! .. E o turista continua o seu caminho. Torna o comboio e ao cabo de duas horas, chega a Lisieux e vai visitar o túmulo de Santa Teresinha do Menino Jesus. Está cheio de flores; não vemos o Baedecker nas mãos de ninguém, mas livros de orações; não há conversas. mas sim uma oração fervorosa; não vemos chapéus na cabeça, mas sim profundo recolhimento ... Que enorme diferença. desde o ponto de vista meramente humano! NAPOLEÃ1 O R SANTA TERESA DO MENINO JESUS! LUIZ XIV e SANTA TERESA DO MENINO JESUSUma grandeza que humilhava o mundo, e uma vida desconhecida humilde! Sim ... aqueles eram grandes sem Deus, e Teresinha foi grande com Deus!
     E como diz o poeta alemão:
     Sem Deus - pobre e nu;
     Longe de Deus - sem âncora;
     Em Deus -rico e grande;
     Não, não, Senhor Ohne Gott - ann und bloss! Sem Deus a alma é pobre e nua; não quero sê-lo. Ausser Gott -ankerloss! Sem Deus és uma navezinha açoitada pela tempestade, sem âncora; não, não quero sê-lo! In Gott - reich und gross! Quero ser rico com Deus, grande em Deus, quero agarrar-me a Deus, quero viver e morrer com Ele!
     Isto é o que eu preciso!
     Isto é o que eu quero!
     Isto é o que eu farei!


Jesus Cristo Rei - Mons.. Tihamer Toth

2 comentários:

  1. Mentira essa de mulher instintivamente saber que deve a Jesus porque é até comprovado que mulheres são mais religiosas independente de religião, exceto no judaismo e no islam porque as segregam. Concordo com padre Paulo Ricardo e guru Swami Nithyananda que disseram coisas parecidissimas, que por causa da natureza passiva/receptiva da mulher é mais fácil pra ela atingir a bramacharia(no hinduísmo, segundo Nithyananda) ou ter as graças, segundo o padre. Pra você ver. Sacerdotes de religiões diferentissimas dizendo praticamente a mesma coisa. É por causa de Jesus que mulheres são mais religiosas e mais fácil de atingir a iluminação nas outras religiões não cristãs? Óbvio que não. Homens e mulheres não são diferentes? Então porque na maldade são iguais? Não concordo. Homem é que é mais fraco pra fazer coisas erradas.

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  2. Dona Rebecca Costa, como disse São Paulo, "os deuses dos pagãos são demônios". Pois pegue os ídolos que a senhora adora, nas outras religiões E VÁ PROCURAR SUA TURMA!! Esse aqui é um blog CATÓLICO!!

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