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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Usar calças é pecado? Se eu usar vou para o Inferno?

Esse artigo tem por finalidade derrubar alguns mitos acerca da verdadeira modéstia. Muitas pessoas, por não ter argumentos suficientes para nos responder acerca do assunto, inventam calúnias e mentiras a nosso respeito, criam um espantalho, isto é, um simulacro, para então derrubá-lo em seguida. É correto afirmar que uma mulher vai para o inferno por usar calças?

Certamente isso é o cúmulo da falta de bom senso e de pouca virtude, pois se de fato uma pessoa afirmasse tal coisa estaria "filtrando um mosquito e engolindo um camelo", ou seja, estaria tão fixada no exterior que esqueceria de virtudes importantes próprias para um cristão, que é o amor a Deus e a caridade com o próximo. Agora, há algum fundamento em afirmar que é pecado usar calças? É isso que vamos analisar ao longo desse artigo, convido vocês a esta meditação e reflexão acerca do assunto. Acompanhem o que de fato nós cremos.

Já nos pronunciamos acerca do uso de calças pelas mulheres, nesse link está também citado a notificação do Cardeal Siri a respeito das calças. E para complementar também temos um artigo que explica o motivo dessa ideologia ainda estar presente em nossa sociedade, para ler os artigos basta clicar nos links citados. Outros blogs sérios de modéstia também já se pronunciaram a respeito, como Mulher Católica da Melissa Bergonso, bem como Maria Rosa Mulher. Sobre a indecência das calças (até mesmo a mais folgada é inconveniente), está explicado neste artigo ilustrado sobre calças. Você pode ler todos estes artigos se está iniciando no caminho da modéstia e ainda tem dúvidas a respeito do assunto. Sendo assim passemos para o próximo tópico.

A perfeição consiste em estar dentro da vontade de Deus e não fazer nada que e o desagrade


Em uma de suas aulas sobre modéstia Pe. Paulo Ricardo afirma que: "não importa se é pecado ou não usar calças, não é esse o problema, quem pensa nessa questão e se fixa nisso está ainda lá na primeira morada" ou ainda: "não que seja pecado, mas eu diria que não convém." e também utilizou outra expressão claríssima: "a calça é um costume não recomendável" Agora mais um complemento nessa fala do mesmo sacerdote:

“Quem pensa se é pecado ou não está ainda na primeira morada, e quem não sabe do que estou falando assistam ao vídeo ‘esforçai-vos para passar pela porta estreita". [2]

O que ele quis dizer com isso? Isso significa que uma alma devota não diz “vou fazer porque não é pecado”, mas ela não vai fazer para agradar mais a Deus! Veja que esta frase vai diretamente de encontro com a opinião de pessoas que seguem a "modéstia light", porque o próprio Padre afirma que é necessário fazer o que é correto e não ficar se fixando nisso “não é pecado então vou fazer”. Veja que o mesmo sacerdote responde a uma pergunta nessa aula, onde um rapaz pergunta se é “pecado ir à missa de bermuda” e ele responde O MESMO: “não vamos ficar nessa de pecado e não pecado, não é essa a questão", e posteriormente diz que não deve ir assim à missa. Mais uma frase do sacerdote esta abaixo e vocês podem ver todas elas inteiramente nesta aula no Youtube:

“Nosso relacionamento com Deus não deve ser baseado no: ‘é pecado ou não é pecado’, mas devemos nos basear no ‘como eu posso amá-Lo mais."

Ou seja, resumindo as falas do sacerdote tiramos duas conclusões:

1 - Usar somente saias e vestidos modestos agradamos mais a Deus;
2 - Devemos fazer de tudo para estar em perfeita conformidade com Sua vontade e fazer de tudo para amá-Lo mais. 

Agora vamos nos aprofundar um pouco mais sobre o assunto, e eu utilizarei aqui orientações que recebi de outros sacerdotes acerca do tema. Vamos responder a questão "É pecado a mulher usar calças?" 

1 – Depende do tipo de calça. Se utilizar uma calça coladíssima e escandalosa, pode ser até pecado mortal. Bem como utilizar um vestido curtíssimo, colante e imodesto, ou ainda um shorts curto, mini saias e toda espécie de roupas escandalosas; No Catecismo da Igreja Católica[3] encontramos esta descrição de pecado mortal: “Para que um pecado seja mortal, três condições devem ser juntamente alcançadas: Pecado mortal é o pecado cujo objeto é matéria grave e que é também cometido com pleno conhecimento e consentimento”. De acordo com o Catecismo, “a matéria grave é precisada pelos Dez Mandamentos...” Pois bem, utilizando uma calça coladíssima com intenção de provocar o sexo oposto é causa grave? Sim, pois fere um dos mandamentos da lei de Deus que é não pecar contra a castidade. Quantos homens, até casados irão olhar? Isso pode levar até ao adultério, portanto é certamente pecado mortal. E ainda, segundo São Tomás de Aquino [1], cometem certamente pecado mortal todas aquelas pessoas que querem provocar o sexo oposto através da imodéstia. Aí os mundanos poderiam dizer: “Estão demonizando peças de roupas”, mas vê-se que esse é um argumento com pouca reflexão acerca do assunto, não estamos demonizando as roupas, apenas analisando os fatos como eles são feitos e de acordo com as consequências que isso traz às pessoas e a sociedade. 

2 – Não pecam as mulheres que usam calças sem intenção de provocar o sexo oposto, apenas porque se acostumaram desde criança a utilizar a peça, e foram educadas assim por seus pais, ou seja, se adaptou à sociedade decadente, essa pessoa não peca por não ter conhecimento da causa (pode ser um pecado venial indeliberado, tá explicado adiante);

3 – Não pecam as mulheres que usam calças com um motivo justo e sério para usá-las: uma imposição do ambiente de trabalho por exemplo. Obviamente não peca se não tiver intenção de provocar o sexo oposto, e se o look for “modesto” na medida do possível.

4 – Segundo alguns bons sacerdotes moralistas, comete pecado venial, aquelas que, sabem dos prejuízos que a peça traz a sociedade e mesmo assim a usa no cotidiano sem nenhum motivo justo para fazê-lo, contribuindo assim, para a igualdade de sexos, mesmo não estando imodesta ou escandalosa.

Quanto ao pecado venial


Existem dois tipos: O pecado venial deliberado, e os indeliberados. O Catecismo da Igreja Católica afirma que:

“Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento. O pecado venial enfraquece a caridade; traduz uma afeição desordenada pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal”.[3]

É fácil perceber o quanto os sacerdotes estão corretos ao afirmar que cometem pecado venial quando se usa calça sem motivo justo. Basta uma meditação a respeito da devoção, a respeito do pecado venial como um todo, e principalmente lendo livros dos santos a respeito do crescimento espiritual e busca da perfeição. Sei que demora certo tempo até conseguimos entender tudo isso, mas creio ser extremamente necessário para quem quer agradar perfeitamente a Deus. Estou lendo um livro magnífico que gostaria de compartilhar com vocês a respeito desse assunto, que se chama “Escola da Perfeição Cristã” do Santo doutor Santo Afonso de Ligório, um dos santos de minha devoção, e creio que isso me ajudou a fortalecer minha fé, quanto ao pecado venial descrito por Santo Afonso listarei abaixo, vejam que ele diz:

“Os pecados veniais ou são deliberados, ou indeliberados. Estes são os que o homem comete sem pleno consentimento e claro conhecimento; os deliberados são os que se cometem com vontade livre e com olhos abertos. Não falamos aqui dos primeiros, isto é, dos que se cometem por pura fragilidade humana: destes nenhum homem fica isento: "Em muitas coisas nós todos caímos" (Tgo 3,2). Todos os homens, mesmo os santos, cometem faltas. "Se dissermos que não temos pecado, seduzimos a nós mesmos e a verdade não habita em nós" (1 Jo 1,8), diz S. João. Por causa de nossa natureza corrompida pelo pecado, trazemos em nós mesmos a inclinação para o pecado, de modo que, sem uma graça especialíssima, qual a concedida à SS. Virgem, é-nos impossível passar a vida sem pecados veniais indeliberados”.[4]

Ou seja, todos nós cometemos pecados veniais. Há os que cometem sabendo que é pecado venial e ainda assim fazem “por não ser grave” (deliberado), e há aqueles que evitam todo tipo de pecado mesmo que venial e só cometem pecados veniais indeliberados (ou seja, cometem e nem sabem que é pecado, ou ainda cometem e depois se arrependem). Santo Afonso cita neste livro que é possível evitar todos os pecados veniais deliberados, já os indeliberados ninguém está livre deles, nem os santos por maior que seja ele, nem São José esteve livre dos pecados veniais indeliberados.

Então percebemos que o pecado venial por menor que seja (indeliberado), é algo que fazemos sem nos darmos conta, sem ver que não foi correto, pecamos até em pensamentos sem perceber porque somos fracos. Pecamos inclusive, até quando sabemos o que é mais correto e deixamos de fazer. Aí entra o ponto fundamental e importante da nossa reflexão. Quando sabemos o que mais agrada a Deus e nos privamos de fazer (independente de peça de roupas), cometemos um pecado venial que pode ser deliberado (se continuarmos cometendo sem arrependimento e sem vontade mudar), ou indeliberado (se cometemos sem nos darmos conta e quando percebemos tentamos mudar). Quando sabemos que tal ato agrada mais a Deus e não fazemos demonstra pouco amor pelo salvador que tanto sacrifício fez para nos salvar. Isso certamente é um pecado venial. E isso ocorre justamente com as pessoas que tem pleno conhecimento de que uso de calças traz prejuízos, de que não é o correto, tem pleno conhecimento de que agradaria mais a Deus se não as usasse, e ainda assim as usa, bem como o pecado venial está presente pelo fato da pessoa estar contribuindo para a igualdade entre os sexos usando roupas que são próprias somente ao sexo masculino, para maiores informações a respeito disso, vocês podem ler a notificação do Cardeal Siri, bem como um artigo que fizemos analisando os erros dos falsos apostolados acerca desta notificação. Vejam que o pecado não se dá “ao tecido” ou “a roupa em si”, mas na intenção em que se coloca no uso da peça, da mesma forma que aquela moça que vestiu legging colada e blusa curta teve intenção de que os homens olhassem para seu corpo e a achasse atraente, e, portanto pecou mortalmente pela intenção que colocou no ato. Quanto mais sabemos, mais nos é cobrado ou ainda “a quem muito é dado muito será cobrado.”

Portanto, está aí explicado o motivo de algumas pessoas afirmarem ser pecado o uso de calças pelas mulheres. Isso não significa de maneira alguma que todas que utilizam a peça “vão para o inferno”. Creio que pessoas que querem nos atacar com argumentos de que "nós dizemos que vão para o inferno quem usar calças" estão atacando um simulacro, um espantalho, pois eu nunca vi nenhum apostolado afirmar que as mulheres que usam calças vão para o inferno, tampouco o nosso, conheço as moderadoras dos outros apostolados sérios sobre modéstia, conversamos e trocamos ideias, textos etc, e desconheço quem afirma isso. Entretanto certamente é verdade que a imodéstia é um reflexo de uma alma desordenada e que ainda precisa ser moldada. Assim diz o Pe. Daniel: “A veste é reflexo da alma da pessoa. Portanto, se vestir mal reflete uma desordem espiritual, interior”. [5]

Analisando tudo isso sobre o pecado venial e a busca da perfeição ensinada pelos santos, vemos que a frase do Pe. Paulo Ricardo “não é pecado” é bem... mas bem superficial. O ensinamento deste sacerdote como um todo é bom para os Católicos? Sim certamente é algo positivo, mas é bom para àqueles que não têm noção nenhuma de modéstia e que estão lá no primeiro degrau, porque é bem superficial, digamos que é ideal para a maioria dos Católicos hoje, levando em consideração a enorme crise de fé que atingiu a Igreja. Tudo tem seu tempo e todos os ensinamentos tem o tempo certo para serem divulgados. São Luís Maria de Montfort diz no tratado [6] que no início da era Cristã a grandeza de Maria não era muito divulgada, nem pelos apóstolos porque certamente se a maioria do povo tivesse o conhecimento da grandiosidade de Maria a tomariam como deusa e iriam adorá-la, sendo assim foi vontade do próprio Deus que ela ficasse oculta nos evangelhos, mostrando assim que a verdade tem seu tempo certo, não adianta eu chegar para um pagão recém convertido e jogar toda doutrina da Igreja, querer que ele entenda de modéstia, e de todos os assuntos, o mais provável é que ele iria se assustar e sair correndo, ou seja tudo tem seu tempo e creio que esse deve ser um dos fatores que faz Pe. Paulo ser muito prudente em suas declarações. Entretanto nosso apostolado não tem como base apenas o Pe. Paulo Ricardo acerca da modéstia, e sim vários ensinamentos dos Santos que deixaram em livros magníficos sobre devoção, vida interior, bem como ensinamentos dos bons sacerdotes do passado e atuais, encíclicas dos Papas, cardeais etc. Deixamos também claro que discordamos de alguns pontos ensinados pelo Pe. Paulo Ricardo em questão doutrinal e também de nas vestimentas, por irem diretamente de encontro com o opinião de outros bons padres e santos.

Quanto ao igualitarismo


Alguns insistem em dizer que “o Cardeal Siri escreveu para a época dele e que esta ideologia não existe mais”. É o que ensinam os falsos apostolados de modéstia também, mas não é o que o próprio Cardeal Siri nos diz na notificação. Uma leitura mais atenta percebemos que esse problema não foi tão simples resolver assim como vocês dizem. Muito pelo contrário, de lá para cá só piorou! Não melhorou em nada. Vejam que o Cardeal Siri nos diz que o uso de calças pelas mulheres traz consequências a longo prazo, e não é possível ver todos os prejuízos a curto prazo. Sendo assim, obviamente em que geração isso iria piorar? NA NOSSA obviamente e nas que estão por vir. Acompanhe a frase completa:

“A mudança da psicologia feminina, gera um dano crucial e ao longo dos anos torna-se irreparável à família, à fidelidade conjugal, às afeições e à sociedade humana. É verdade que os resultados de se vestir roupas impróprias não podem ser vistos todos a curto prazo. Mas devemos pensar no que está sendo devagar e articuladamente destruído, despedaçado, pervertido.” 

Outro trecho: “Para resumir quando uma mulher veste roupas de homem deve ser considerado um fator a longo prazo da desintegração da ordem humana.”

Sendo assim, podemos ver que esse problema não acabou naquela época, ainda piorou muitíssimo mais. O número de divórcios aumentou (como afirma o cardeal sobre a infidelidade conjugal devido à imodéstia), as pessoas já não tem mais noção de pudor, a família está sendo atacada de todos os lados, o homossexualismo está sendo incentivado e visto como normal por boa parte da população. E vários outros prejuízos que vieram como consequência da imodéstia das mulheres. Vocês pode dizer que eu estou “demonizando” a calça, mas o que eu estou fazendo é apenas expondo as consequências já previstas pelo próprio Cardeal Siri (ele acertou em cheio). Sendo assim, isso não é uma mera opinião minha, mas fatos que se concretizaram. Não, o cardeal certamente não falou somente para sua época, nem poderia vingar essa interpretação, sendo que o próprio afirma que os problemas viriam a longo prazo como você pôde ver perfeitamente. O igualitarismo aqui prescrito não é apenas quando a mulher é lésbica por exemplo, ou quando ela usa calças com adereços femininos, mas sim quando uma mulher comum usa roupas de homens, isso é provado quando mais adiante o próprio cardeal diz que as calças "femininas" ferem a dignidade da mulher frente à seus filhos. Portanto podemos resumir que as calças: Ferem a dignidade da mulher por conta do igualitarismo, ferem a feminilidade igualando-se aos homens, são indecentes e inconvenientes. 

Então como podemos ver essa mudança na sociedade? 


De fato tenho que concordar muitas mulheres que usam calças hoje não o fazem com intenção de ser igual ao homem, não o fazem com um ideal feminista por trás, nem tampouco todas fazem com intenção de se exibir ou mostrar o corpo (não todas mas boa parte sim neste quesito). Sendo assim, a maioria não peca, mesmo não tendo noção da imodéstia, sabe por quê? Porque para pecar gravemente é necessário conhecimento da causa e consentimento com o pecado. Mas isso não anula o fato de que devem ser instruídas. O fato delas não terem conhecimento dos prejuízos por trás do uso de calças, não torna o uso licito e completamente bom. Podemos comparar isso com esta situação:

1 – Um não Cristão que é um bom homem, mas nunca ouviu falar de Cristo (sem culpa, não faz parte da Igreja aqui na terra). O catecismo ensina que pessoas assim podem alcançar a salvação por estarem em ignorância invencível. Certo, mas isso não significa que nós não devemos evangelizar esse homem e fazer-lo conhecer a Cristo, pois isso seria o ideal compreende? O fato dele não ter conhecimento e poder se salvar não anula o fato de que ele precisa de Cristo. 

E é exatamente o que ocorreu com a sociedade, a mulher usa a calça sem intenções feministas diretas e ainda assim precisa ser instruída na virtude. Porque apesar de estar em ignorância e não pecar diretamente, está causando danos à sociedade sem se dar conta.

Não é exagero pensar assim? Tornamo-nos “puritanos”?


Certamente não é exagero, ao menos àquelas pessoas que querem agradar a Deus e buscam a perfeição. É nosso dever buscar a perfeição e querer nos tornar santos, certamente é difícil, mas é nosso dever tentar, porque todos nós podemos, não por nós mesmos, mas em Cristo que nos fortalece e nos ajuda, e também porque esta certamente é a vontade de Deus. Se os santos não fossem tão exigentes em não ofender a Deus certamente não teriam atingido a santidade. Assim dizia Santa Teresinha: “Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.” Muitos santos foram radicais em suas atitudes, assim nos conta Santo Afonso de Ligório [4] que São Luiz Gonzaga não olhava para o rosto de nenhuma mulher, nem mesmo sua mãe. Se hoje alguém fizesse isso o quanto não seria chamado de puritano ou ainda diriam a nós “que idiota, qual o problema de olhar pro rosto de sua mãe”? Vemos que não foi esta a atitude de Santo Afonso ao descrever tão bela atitude de São Luíz Gonzaga. Ainda Santa Clara é citada pelo mesmo santo no mesmo livro, que dizia que ficou profundamente aflita quando olhou para o rosto do sacerdote durante a missa, e se perturbou porque nunca olhava para o rosto de um homem. O quanto nós não seriamos tachados de doidos, loucos se tivéssemos a mesma atitude, pois não é assim que os Santos pensam, não foi isso que Santo Afonso disse quando citou o episódio em seu livro. [4]. Ele ainda os exaltou, pois citou como exemplo de mortificação do olhar e modéstia dos olhos. Ou ainda São João Bosco quando citou o mesmo santo: São Luiz Gonzaga (tenho esse magnífico livro) onde diz que ele quando acordava não deixava nem os pés descobertos:

"O Bom Cristão, logo ao despertar, deve fazer o sinal da Cruz e oferecer o coração a Deus dizendo: 'Jesus, Maria e José, eu vos ofereço meu coração e minha alma.’ Depois se vestir com TODA A MODÉSTIA. São Luíz Gonzaga não deixava nem os pés descobertos, porque considerava a pureza como um límpido espelho, que ao menor sopro fica todo embaçado." [7]

E para aqueles que condenam em nós essa busca radical pela santidade, dizendo que isso é próprio para freiras e sacerdotes, eu digo que tenho todos esses livros que eu citei a vocês, e os li todos inteiramente (to na metade apenas do livro “escola da perfeição cristã”), e posso dizer com toda certeza do mundo: Nenhum desses escritos são direcionados a pessoas religiosas ou consagradas, mas sim a todos os leigos que buscam a devoção e buscam a perfeição. Evitar ocasiões de pecado, manter os olhos baixos, não contemplar objetos / fotos impuras ou pessoas com pouca roupa etc., tudo isso são virtudes e ensinamentos que os Santos doutores nos deixaram.

Enfim, resumindo vemos que buscar a perfeição é para poucos, fazer o que é apenas essencial para não ir ao inferno é para os cristãos tíbios e que tem por Deus, um amor imperfeito. E nosso apostolado não está a serviço de Deus para levar as pessoas a um amor imperfeito, a um amor “capenga”, ainda que isso não agrade a todos.


Fontes:
[1] São Tomás de Aquino e a modéstia na apresentação exterior. II-II Parte – Questão 169 - Artigo I. Ed. Loyola.
[2] Aula sobre modéstia em: “Como as mulheres devem se portar” – Parte I – Acessível no Youtube.
[3] Catecismo da Igreja Católica.
[4] Escola da Perfeição Cristã - Santo Afonso de Ligório.
[5] Sermão do Pe. Daniel Pinheiro completo no link: Modéstia no Vestir.
[6] Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - São Luís Maria de Montfort.
[7] São João Bosco - O cristão bem formado.


3 comentários:

  1. Boa Noite hoje eu esta andando na Cidade deu pra contar não que estou olhando esta acabando aquelas princesas de saia e vestido,elas usa saia curta,shorte,calça apertadinha e agora as lojas esta vendendo calça rasgada,o povo só vai acordar quando não der mais tempo.

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  2. Boa noite, a paz de Cristo e o amor de Maria!
    Amei todos os seus posts, me abriram os olhos para muitas coisas que estou vivendo. Infelizmente, muitas colegas mesmo de caminhada na Igreja acham exagero esses pensamentos, e por muitas vezes abafei o ardor por essa vivencia da modéstia. Obrigada, Deus abençoe esse apostolado!

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  3. Eu sempre tive vontade de aderir a modéstia, eu usava saias e vestidos apenas para ir às celebrações, então há cerca de um mês aderi o uso completo de saias e vesridos modestos. Entretando minha família, meus amigos e meu namorado não gostam muito da ideia, dizem que sou radical, que não precisa disso ou que eu deveria abrir exceções para o uso de calças, e por isso eu acabo me chateando, me sentindo "excluída" as vezes, sinto vontade de voltar a usar calças para que parem de pegar no meu pé, mas sei que não seria o correto a fazer. O que faço nessa situação?

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